Cultura

Exposição em Lisboa mostra artistas portugueses ao mundo

Artistas portugueses, como Add Fuel, Wasted Rita, AkaCorleone, Miguel Januário (±maismenos±) e André da Loba, representados pela galeria Underdogs apresentam novos trabalhos na exposição coletiva “From Lisboa to the World”, a ser inaugurada na sexta-feira naquele espaço lisboeta.

Depois de “From the World, Made in Lisboa” (“Do Mundo, Feito em Lisboa”, em português), exposição coletiva, patente em abril, chega a segunda parte: “From Lisboa to the World” (“De Lisboa para o Mundo”).

“Era um projeto com duas exposições. A primeira serviu para mostrar o trabalho dos artistas estrangeiros que vieram cá durante os primeiros sete anos do projeto, agora temos também orgulho de mostrar o trabalho dos artistas portugueses que representamos: ±maismenos±, Add Fuel, AkaCorleone, André da Loba, Estúdio Pedrita, Mário Belém, Teresa Esgaio e Wasted Rita”, explicou Pauline Foessel, cofundadora da Underdogs, em declarações à Lusa numa visita à mostra.

A exposição reúne obras novas dos sete artistas, sem que tenha sido definido um tema comum. “A ideia foi mostrar o que eles quisessem mostrar”, referiu Pauline Foessel. O resultado são peças em vários suportes criadas com recurso técnicas distintas, características do trabalho de cada um.

Em “From Lisboa to the World”, AkaCorleone “volta às peças de acrílico, mas com um ‘twist’, porque está a juntar luz às peças”, caracterizadas pela mistura de cores.

O artista, nascido em Lisboa, começou o percurso no ‘graffiti’. Licenciado em Design e Comunicação Visual, chegou a trabalhar como ‘designer’ gráfico. Tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro, desde 2010.

Miguel Januário, que através do projeto ±maismenos±, iniciado em 2005 num contexto de investigação académica, reflete sobre o modelo de organização política, social e económica que gere a vida nas sociedades atuais, “fez quatro peças, de acrílico também, que jogam com a transparência”, cada uma contém duas mensagens, uma das quais visível apenas com recurso a um filtro.

As peças de André da Loba, ilustrador, “são telas pintadas com tinta acrílica com o trabalho dele, que é um pouco surrealista”.

Wasted Rita, que faz desenhos, ilustrações e escreve teorias sobre o que a rodeia, criou para a mostra 20 desenhos novos, “que são a propósito do existencialismo, da vida, os temas dela”.

As duas peças do Estúdio Pedrita (Rita João e Pedro Ferreira), que criam imagens com recortes de azulejo, recorrendo ao espólio de azulejos industriais descontinuados deixado pelo avô de Pedro, Joaquim Cortiço, “vêm da série da última exposição deles ‘Lost and Found’”, que esteve patente na Underdogs no ano passado.

Nessa exposição, e nas duas obras novas agora apresentadas – “dois retratos de pessoas desconhecidas” -, a dupla trabalhou a partir que encontraram na rua e na Feira da Ladra ou que lhes deram.

Teresa Esgaio apresenta três desenhos, feitos com recurso a pastel seco preto e grafite, de tal forma minuciosos que parecem fotografias, um dos quais um balão com o reflexo do seu estúdio de trabalho.

Add Fuel, cujo trabalho se caracteriza pela reinvenção do azulejo tradicional português, “mostra uma peça de azulejo que está ‘partido’ e duas esculturas em porcelana, pequenos monstros que podem ver vistos nos azulejos”.

Ilustrador ‘freelancer’, Diogo Machado (Add Fuel) começou a reinterpretar azulejos tradicionais, com recurso a ‘stencil’ (pintura com moldes), quando, em 2008, foi convidado a participar numa exposição em Cascais, que consistia em revestir edifícios com telas com ilustrações. Desde então, já expôs em várias cidades, em Portugal e no estrangeiro.

Mário Belém, que trabalhou vários anos como ilustrador digital e ‘designer’ gráfico, faz na sua peça em madeira trabalhada “uma crítica, na mesma ideia das exposições passadas, a jogar com as palavras”.

From Lisboa to the World”, de entrada livre, estará patente até 21 de dezembro. A Underdogs é uma plataforma cultural, fundada pela francesa Pauline Foessel e pelo português Alexandre Farto (Vhils), que se divide entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, exposições dentro de portas (no n.º 56 da Rua Fernando Palha) e a produção de edições artísticas originais.

A plataforma, que começou em 2015 a organizar visitas guiadas de Arte Urbana em Lisboa, tinha também uma loja, na Rua da Cintura do Porto de Lisboa, que acolhia exposições e que a partir de junho passa a funcionar no espaço da galeria.

Assim, as exposições ‘cápsula’ passaram a ser inauguradas em simultâneo com as da galeria. Por isso, na sexta-feira será também inaugurada uma mostra de trabalhos do artista Vasco Mourão, que mostra novos trabalhos. Trata-se de peças em metal, mármore e madeira, onde Vasco Mourão faz desenhos inspirados em “edifícios da Ásia”.

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