Mundo

Uma mulher, um ano e 52 países

Jada Yuan vivia sozinha em Brooklyn, cidade na qual trabalhava há 17 como jornalista, quando foi escolhida de entre os 13 mil candidatos para visitar 52 países em 12 meses e partilhar a experiência com o The New York Times.

Durante 2018 completou uma distância de cerca de 120.539 km, algo equivalente a um terço de uma viagem à lua. Um ano depois, ainda não sabe aquilo o futuro lhe reserva mas garante que o apartamento que deixou há 12 meses, já não é o centro da sua vida, este tornou-se ela mesma e é móvel!

“Liguei a uma amiga que trabalha no The Wall Street Journal e que já fez várias viagens pelo mundo e ela disse-me: “Eu sei que isto parece assustador agora mas precisas de te lembrar que um ano passa rápido”. Eu argumentei que este estava a ser o ano mais longo da minha vida e que ainda era só fevereiro, e que ela não sabia do que estava a falar. Mas aquela frase ficou-me na cabeça e foi adquirindo um novo significado cada vez que dava por mim a reclamar sobre esta maravilhosa oportunidade”, conta Jada no artigo que  escreveu para o New York Times como restrospectiva da sua viagem.

Realizar uma viagem tão exigente pode ser um desafio assustador e por essa razão, JAda deixou algumas dicas para quem gostaria de se aventurar numa experiência semelhante:

  • Aprender a lidar com a logística

Jada considera que 60% do trabalho é lidar com a logística das viagens, uma tarefas que pode muitas vezes consumir-nos demasiado.  “No início, tentei seguir as convenções de viagem que haviam funcionado para mim em viagens pontuais: evitando atrasos tomando voos às 6 da manhã, que são os menos prováveis ​​de serem cancelados. Depois de quatro voos seguidos às 6 da manhã, que exigem acordar às 3 da manhã, transformei-me num zombie. Comecei a ouvir o meus ritmos. (…) Planos de viagem inflexíveis deixam-me ansiosa, principalmente quando combinados com prazos do trabalho. Eu sinto-me muito mais calma por ter que lidar com um acidente após um acidente e perceber que nada terrível acontece normalmente. Haverá outro avião, e mais comboios se eu perdesse aquele também. Talvez eu perca um dia, mas quando se está na estrada tanto tempo, o tempo torna-se maleável”.

  • Descubrir o seu super poder 

“Descobri que tinha um super poder, que pode ter sido a única razão pela qual permaneci relativamente saudável: a capacidade de dormir em qualquer lugar, sob quaisquer condições.” 

  • Arrisque!

“Algo se tornou claro naquele momento, o quão singular esta viagem foi. Eu comecei a tentar coisas: eu pulei de um penhasco para a água gelada do rio enquanto fazia canoagem em Megève, França; fiz mergulho e surf pela primeira vez nas Fiji; e talvez o mais assustador de todos, experimentei um taco com uma formiga frita em Gustu em La Paz, Bolívia”.

  • Aprenda o significado de segurança 

À pergunta “Alguma vez te sentiste insegura?” Jada respondeu “não, mas ao mesmo tempo, Sempre. (…)Há um custo extra por ser mulher e viajar sozinha.” Jada revelou num dos seu artigos que ser uma mulher sozinha a obrigou a sacrificar visitar determinados locais ou a gastar mais dinheiro em guias e deslocações para garantir a sua segurança. 

“Ter cuidado por ser uma mulher a viajar sozinha, é algo saudável, mas o medo cega, e não é saudável. Acho que para mim o melhor sistema é sempre lembrar-me que sou uma turista. É bom saber o que as pessoas que vivem em um lugar têm a dizer sobre a segurança, mas também perceber que as regras que se aplicam a elas, que sabem para onde estão a ir e que estão integradas, não se aplicam a mim.”

  • Fale com estranhos

Aquilo que guarda com mais carinho da sua aventura pelo mundo, é as pessoas que conheceu pelo caminho e garante que apesar de todos os locais que visitou, as melhores memórias que têm são de interações com locais e outras viajantes. A maior lição que retirou desta experiência foi que a de que as pessoas são “fundamentalmente boas por todo o mundo.”

  • Estar sozinho não significa sentir-se sozinho

“Viajar sozinho é uma experiência que recomendo a todos os seres humanos, e particularmente a todas as mulheres, a tentar pelo menos uma vez. Vai descobrir que embora possa estar fisicamente sem pessoas que conhece, raramente fica sozinho.”

Jada Yuan no Peru. A sétima paragem da sua viagem. Foto: Kerri MacDonald/The New York Times

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