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Grupo de teatro de Caminha declara “guerra” ao plástico em palco

O grupo de teatro Krisálida, em Caminha, vai promover uma “guerrilha antiplástico”, utilizando o palco e marionetas de plástico apanhado nas praias do Alto Minho para sensibilizar crianças e adultos para a poluição marítima causada por aquele material.

Em causa está o projeto “OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS” que a companhia profissional de teatro está a desenvolver depois de ter recebido um apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes) “para utilizar o palco para abordar um dos maiores problemas da humanidade“, referiu, em comunicado enviado hoje à Lusa, a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho.

“É um problema que já está a afetar as nossas vidas. Utilizar o teatro como ferramenta de trabalho para espoletar o pensamento crítico e o debate de problemáticas sociais sempre foi objetivo da Krisálida nas suas criações”, explica a diretora artística da companhia, Carla Magalhães.

Durante o ano, “o projeto ‘OPER(A)ÇÃO PLASTIKUS’ inclui dois espetáculos teatrais, um para crianças e outro para adultos, que vão abordar, em palco, o problema do plástico e a ameaça que representa ao não ser biodegradável para a vida como a conhecemos”.

Apresentação do grupo Krisálida em Caminha. Foto: Krisálida FB

“Recorrendo a uma parceria estabelecida com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, teremos o apoio na componente científica do tema”, explica ainda a diretora da Krisálida.

O espetáculo para a infância, que “recorrerá à linguagem da arte da marioneta, será criado em residência artística com direção plástica e encenação do grupo Teatro e Marionetas Mandrágora”. As marionetas do espetáculo “serão construídas com plásticos recolhidos na costa litoral norte, território onde a Krisálida atua”.

Numa segunda residência artística, “será desenvolvido o espetáculo para adultos, com o encenador Graeme Pulleyn, encenador britânico convidado da Krisálida para esta abordagem e que em Portugal já trabalhou também como ator e diretor artístico em dezenas de projetos”.

A companhia de teatro, criada em 2014, vai ainda realizar “um conjunto de atividades que visam promover boas práticas aplicáveis à conservação do ecossistema marinho”, estando previstas “iniciativas de sensibilização com e para a comunidade escolar e o público em geral, através do pacote educacional denominado ‘Eu sei! Eu Sinto! Eu Atuo!’”.

Foto: Krisálida FB

Este projeto educacional “pretende informar e sensibilizar, desde logo, professores e alunos, além da população em geral, para agirem no combate ao lixo na costa, organizando para tal debates após as peças de teatro, concursos de vídeo, produção de objetos artísticos e exposições”.

“Tudo a partir de plástico. Pretende-se que este pacote de medidas sirva para tornar este projeto viral, no sentido em que todos podem contribuir para uma mudança das suas atitudes e criarem os seus próprios desafios ambientais, transformando este projeto numa verdadeira guerrilha antiplástico!”, sustentou Carla Magalhães.

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