Entrevista Música Web Summit

Christopher Leacock: “As mulheres podem ser sexy e podem ser independentes”

O membro dos Major Lazer falou-nos sobre qual o papel da música em tempos de plataformas de streaming e os planos da banda para o futuro.

É a segunda vez que está em Lisboa. A primeira foi o ano passado durante um festival de verão – na qual ainda conseguiu ir dois dias à praia. A visita deste ano é muito “mais busy”. Christopher Leacock, membro do grupo Major Lazer, esteve presente na Web Summit para falar sobre o negócio da criatividade em tempos de Inteligência Artificial.

Em entrevista ao The Panorama News, Leacock falou sobre qual o papel da música em tempos de plataformas de streaming e revelou quais os projetos futuros do grupo – que completa uma década na indústria musical no próximo ano.

O último single, “Blow That Smoke”, em colaboração com a cantora sueca Tove Lo, já acumula mais de 13 milhões de streams no Spotify e quase 2 milhões de visualizações no YouTube.

Parabéns pelo vosso mais recente single, “Blow that Smoke”. Como foi trabalhar com a Tove Lo?

Foi bom, nós gostamos de trabalhar com artistas que apreciamos. Tivemos umas gravações divertidas para o vídeo. E estamos contentes de termos conseguido lançar a música para vocês se divertirem.

O ano passado lançaram a música “Sua Cara” com as brasileiras Anitta e Pabllo Vittar. Fala português? 

Eu não falo nada de português, infelizmente. Eu devia. Mas de certo virei mais vezes a Portugal e vou aprender um pouco de português.

Como é que esta colaboração aconteceu?

Nós já falávamos com a Anitta por algum tempo sobre fazer alguma coisa juntos. Ela é muito dinâmica. Nós somos fãs da música dela há muito tempo. Tínhamos algumas ideias, ela trabalha muito e a música acabou por sair muito bem. Nós amamos a energia dela e tudo o que ela está a fazer pela música latino-americana.

O vídeo dessa música foca em incluir e mostrar todos os tipos de pessoas em toda a sua sensualidade. Porque é que acha que é tão importante nos dias de hoje mostrar isso?

As mulheres podem ser sexy e podem ser independentes. Não quer dizer que por serem sexy significa que, nós enquanto homens, sintamos que podemos tirar vantagem delas ou objetificá-las. Apenas significa que são mulheres e elas também tem esse lado. Tem que abraçar isso e celebrar isso.

No próximo ano, o vosso grupo completa uma década na industria musical e já trabalharam com alguns dos maiores nomes: Justin Bieber, Bruno Mars, Nicki Minaj… Quem é o próximo?

Alguém que nos achemos que é jovem, excitante e entusiástico. E que quer trabalhar connosco. Não tem que ser necessariamente um grande nome ou uma grande superstar. Pode ser alguém novo, alguém relativamente desconhecido do grande público. Nós trabalhamos com a MØ e ela era relativamente desconhecida fora da Dinamarca e nós fizemos algumas grandes músicas juntos.

Vocês tem grandes números no que toca a streaming. Na sua opinião, estas plataformas estão aqui para ficar? 

A cem por cento. Elas preenchem várias caixas, elas permitem aos consumidores ter acesso direto ao conteúdo. E enquanto a Inteligência Artificial evolui, elas vão continuar a ser cada vez mais úteis para os consumidores e para os artistas, em termos de conseguirem alcançar fans e superfans. E assim podemos descobrir e ouvir mais músicas que podemos gostar.

Qual foi o último álbum físico que comprou?

Não compro um CD há tanto tempo! Nem me consigo lembrar… talvez tenha sido da Björk. Todos os meus CD’s estão em casa da minha mãe, em Trinidade. Agora faço download no iTunes ou ouço música pelo Spotify porque é mais fácil.

E qual é a sua música favorita no momento?

Eu ouvi ontem uma música chamada “Pond Weed”, de Brad Stank que gostei muito [Abre o Spotify e põe a música a tocar].

Quais são os próximos projetos dos Major Lazer?

Apenas continuar a lançar músicas. Temos alguns singles para serem lançados… temos uma música com Lady B e outras músicas com vários artistas das Caraíbas (Barbados, Jamaica, Trinidade) e espero que sejam lançadas até ao inicio do próximo ano.

Então o objetivo é lançar singles independentes e não um álbum completo.

Sim. Eu acho que as pessoas estão mais focadas em lançar singles e playlists em oposição a lançar 12 faixas de uma vez para serem consumidas. Lançando os singles, é um processo para que as pessoas continuem a consumir o nosso produto.

0 comments on “Christopher Leacock: “As mulheres podem ser sexy e podem ser independentes”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s