Tecnologia Web Summit

Netflix quer mais diversidade cultural nas suas produções

“Quem está a ver?”, apareceu escrito nos grandes ecrãs do palco ContentMakers, da Web Summit. A frase já é famosa entre os utlizadores e dá mote ao inicio da palestra liderada por Greg Peters, diretor executivo de produção da Netflix, sobre o uso da tecnologia para contar histórias.

O quão famosa? Segundo Peters, a plataforma tem hoje mais de 137 milhões de membros em todo o mundo e chega a 119 países. A formula? “Narrativas autênticas. Realidades locais. Grandes histórias em todo o mundo”, afirmou.

A Netflix foi fundada em 1997 com o objetivo de alugar filmes por correio, nos Estados Unidos da América. Hoje, é o serviço líder mundial de entretenimento pela internet.

A aposta nos conteúdos internacionais

O primeiro original produzido pela gigante foi “House of Cards“, em 2013. Dois anos depois chegou a primeira série internacional, “Club de Cuervos” (México) e, no ano seguinte, “Marseille” (França).

Mas foi com a série brasileira “3%” (2016), que a Netflix viu o grande potencial das produções não faladas em inglês. O thriller brasileiro foi o produto que teve mais audiência em todo o mundo.

A partir daí, a aposta nos conteúdos internacionais não parou: a série alemã “Dark” (2017) e a espanhola “As Telefonistas” (2017) foram os triunfos que se seguiram. No caso da primeira, Peters revela que 90% das pessoas que a assistiram não vivem na Alemanha.

De “La Casa de Papel” a “Elite”

“E agora o momento que todos estão à espera”, começou por dizer. E todos sabiam, de facto, do que ele falava. Chegava o momento de falar de “La Casa de Papel“, o êxito espanhol deste ano.

Depois de falar do sucesso espontâneo da série e dos seus números impressionantes, Peters cruzou um dado curioso: as redes sociais. Depois da estreia da série espanhola, as redes sociais dos atores aumentou em mais de oito mil por cento. A título de exemplo, a conta de Instagram de Álvaro Morte não chegava aos 500 mil seguidores antes da estreia. Hoje, tem mais de 3 milhões.

Mas há outras duas séries recentes que se tem superado as expectativas. A também espanhola “Elite” (2018) e a dinamarquesa “The Rain” (2018) já são as que mais visualizações obtiveram na primeira temporada.

As novas apostas

Assim, com estes números, a aposta nos formatos internacionais vai definitivamente continuar. Até ao final do ano, vai estrear a primeira série polaca da plataforma, “1983”, o filme italiano “Baby” e a série alemã “Dogs of Berlin“.

Ao público da Web Summit, Peters revelou ainda que tem outras duas produções em mãos: a espanhola “Alma” que será escrita por Sergio Sanchez e a norueguesa “Ragnarok” que começará a ser produzida no próximo ano com lançamento previsto para 2020.

No final, os mesmos grandes ecrãs que deram as boas-vindas aos espetadores dizem agora: “Ainda está a ver?”. Estavam. E ao que tudo indica, não vão parar tão cedo. Afinal, ainda “há muitas histórias que o mundo está à espera para ver”, afirmou.

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