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The New York Times: “Nos Açores, o menu inclui café, chá e tradição”

Portugal está cada vez mais nas bocas do mundo. Seja pelas paisagens silenciosas da Serra da Lousã, ou pelas bonitas bibliotecas que conservamos. Desta vez, o The New York Times (NYT) fez uma visita aos Açores e afirma ter encontrado neste arquipélago “um gosto do passado e do presente”.

No artigo, o jornal norte-americano faz referência a quatro referências da ilha: chá, café, queijo e vinho. Elogia a arte e o engenho de cada uma, admitindo que não é fácil manter as suas tradições.

“Os açorianos aprenderam como cultivar chá e café, plantas que não são nativas de ilhas mas florescem no clima temperado e no solo vulcânico rico em minerais”, escreveu. “Eles também preservaram e aperfeiçoaram tradições centenárias na produção de queijos e vinhos para garantir a sustentabilidade e salvaguardar sua cultura”.

Manuel Nunes a colher grãos de café. Foto: Caryn B. Davis / NYT

O NYT falou com Manuel Nunes, de 66 anos, que produz café na vila Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge. O jornal refere que a plantação de Nunes é “a maior da Europa”, com cerca de 700 plantas.

Na mesma ilha, na vila de Santo Amaro, está a Queijaria Canada. Nela, o queijo é feito à moda antiga: depois de 48 horas, o queijo é removido do molde e é guardado em prateleiras de madeira para curar por 60 dias.

“Nós fazemos este queijo com inteligência, amor e paixão. Isso é muito importante”, disse João Silveira, da queijaria. “Nós precisamos dessa tradição para sobreviver”, acrescentou.

Plantação de chá Gorreana. Foto: Caryn B. Davis / NYT

O vinho também não ficou de fora, mas desta vez na Ilha do Pico. O NYT foi ao encontro de António Maçanita, co-fundador da Azores Wine Company. Segundo o artigo, esta empresa produz cerca de 40 mil garrafas de vinho por ano.

Quando se sente o aroma dos seus vinhos, Maçanita afirma que “se sabe logo de onde é que ele vem”. “A autenticidade dos vinhos é, acima de tudo, uma sensação de lugar”, atestou.

O jornal termina na ilha de São Miguel para descobrir o chá Gorreana, a maior e mais antiga plantação da Europa. A primeira vez que se plantou chá na ilha foi em 1820 pelas mãos de Jacinto Leite que trouxe as sementes do Brasil.

“A minha família põe o chá e nós temos fé que cresça”, afirmou Madalena Mota, cujos  relativos fundaram a Gorreana há cinco gerações, em 1883. “Esta é a minha paixão. Mas a Gorreana não é minha. É dos Açores, de Portugal”, disse.

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