Cinema Fora de Cartaz

Fora de Cartaz: “O Fantasma da Ópera” (1925)

Nos subterrâneos da ópera de Paris esconde-se um misterioso homem com a face desfigurada, conhecido apenas por “o fantasma da ópera”. Disposto a tudo para concretizar o desejo de ver a sua amada, a corista Christine Daaé, elevada à posição de prima-dona, lutará contra todos aqueles que se opuserem, deixando um rastro de destruição e de morte.

“O Fantasma da Ópera” tem um lugar de destaque no imaginário popular. Desde a publicação da obra de Gaston Leroux, em 1910, até o êxito do musical de Andrew Lloyd Webber, de 1986, inúmeras adaptações para o cinema foram realizadas, sendo a primeira delas a de 1925 – que apesar do desfecho, é tida, ainda hoje, como a mais fiel ao livro.

Este clássico do cinema mudo foi um grande sucesso de bilheteiras e a sua produção foi tão tumultuada quanto os dramas vividos pelos personagens. Antes do lançamento oficial, contou com duas pré-estreias. Em cada uma delas a reação da audiência motivou a contratação de um novo realizador, responsável por remodelar o filme através de cortes e da gravação de novas cenas.

O papel principal foi oferecido ao ator Lon Chaney, “o homem das mil faces”, conhecido pela habilidade de se transformar em personagens grotescos e deformados graças à sua técnica de maquilhagem. É dito que a sua performance como fantasma foi tão assustadora para a audiência da altura que até mesmo desmaios ocorreram durante as exibições do filme.

Para a produção foi construído um cenário grandioso, reproduzindo a Ópera de Paris, que foi reutilizado ao longo da história para diversos filmes e programas de televisão. Este foi apenas desmanchado em 2014, quando o estúdio em que se encontrava foi destruído.

Apesar de ser um filme a preto e branco, o original de 1925 conta com uma sequência inteiramente colorida à mão. Para além disso, em 1929, com a invenção do cinema falado, teve novamente cenas regravadas e a parte preservada do filme original foi dobrada.

A produção deste clássico de traços góticos é repleta de curiosidades e a sua importância cultural é duradoura, mesmo passados mais de 90 anos. Infelizmente, das 5 versões conhecidas do filme, muitas encontram-se perdidas ou parcialmente em falta. Observadores mais atentos conseguirão notar pequenas variações de ângulos ou nas atuações, consoante a versão que estiverem a assistir. Para a sorte de todos, o filme já é de domínio público, sendo possível encontrá-lo quer na internet, quer em recentes edições em DVD e Blu-ray recheadas de extras.

Filmes que continuam relevantes mesmo que há
muito tempo já fora de cartaz.

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